Formas geométricas

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Formas geométricas

Acrílica sobre papel de José Mianutti

Muito daquilo que observamos em pintura, ou mesmo no dia-a-dia, pode ser reduzido à formas geométricas simples – quadrados, retângulos e triângulos. No entanto, a grande ênfase que nossa percepção visual confere aos detalhes muitas vezes impede a observação dessas formas básicas. É importante levar este aspecto em conta quando se trata de compor desenhos e pinturas ou entender obras de outros artistas. Considerar aquilo que vemos em termos de formas geométricas simples possibilita organizar melhor nossa percepção e lidar com “blocos de construção”, e não apenas com detalhes.

É difícil perceber formas geométricas simples, mesmo que elas se apresentem aos nossos olhos de maneira relativamente evidente. Nossa tendência é atribuir-lhes um significado adicional, associando-as a alguma experiência ou informação guardada na memória.

Quando você traça, por exemplo, uma linha horizontal de um lado a outro do papel, cria dois retângulos. Os olhos e a mente, porém, são levados automaticamente a enxergar uma paisagem simples, onde a linha representa o horizonte, a parte de cima o céu e a de baixo a terra.

Acrílica sobre papel de José Mianutti

Num sentido mais amplo, pinturas ou desenhos com grande ênfase horizontal, tendem a criar uma sensação de descanso, calma e paz. As formas piramidais também são associadas à sensação de paz e serenidade (as montanhas, um símbolo de permanência e estabilidade, têm, frequentemente, a forma de pirâmide).

As divisões verticais, por outro lado, sugerem interiores, por lembrarem janelas, portas ou cantos de quartos. As linhas diagonais tendem a transmitir uma sensação de movimento, ação ou inquietação. Geralmente, os círculos parecem representar o todo, o completo, a perfeição – e simbolizam essas qualidades em muitas culturas e religiões diferentes.

No entanto, convém lembrar que os exemplos mencionados são observações gerais, e não regras rígidas, inflexíveis. O importante para quem desenha ou pinta, é ter consciência do poder de sugestão das formas, para saber explorá-lo à vontade. E, quanto mais abstrata a pintura, mais fortes são nossas associações com as formas.

Acrílica sobre papel de José Mianutti

De modo geral, percebem-se as formas geométricas de três maneiras. As mais simples de observar são as formas óbvias de determinados objetos do cotidiano, como telhados triangulares e portas retangulares.

Um pouco mais difíceis de captar são as formas geométricas amplas que definem objetos aparentemente mais complicados (como uma árvore sem folhas no inverno). O traçado detalhado dos galhos de uma árvore pode ser tão complexo que acaba tornando difícil determinar sua forma básica implícita – retangular, circular, oval ou triangular.

Por fim, podemos perceber divisões geométricas dentro da própria composição, captando a ordenação das diversas formas entre si.

Com o uso adequado das formas geométricas, você pode criar variedade, salientar seu motivo, contrapor uma figura a outra e estabelecer equilíbrio e harmonia em seu trabalho. Não há fórmulas prontas para isso, mas algumas maneiras de organizar e utilizar a geometria asseguram um bom começo para sua composição.

Acrílica sobre papel de José Mianutti

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