Como fazer um pôr do sol em aquarela

Pinturas de pôr-do-sol são relativamente fáceis de se fazer: é só prestar atenção aos contrastes. Além do mais, trazem um resultado muito bonito e geram um ar melancólico e reflexivo na mente do observador.

Neste artigo, eu trago um exemplo de pintura com esta temática, e abordo um pouco sobre o meu método de trabalho.

Para esta pintura eu utilizei os seguintes materiais:

  • Uma folha de papel 100% algodão de 23 X 31 cm;
  • Aquarelas da Pestilento nas seguintes cores: amarelo Hades, vermelho naphtol, azul Netuno e cinza payné. Utilizei também um pouco de azul ultramar claro da MaimeriBlu;
  • Guaches Master Class nas seguintes cores: branco de titâneo, amarelo ocre dourado e amarelo claro;
  • Pincéis variados;
  • Caneta Posca branca.

Iniciei o trabalho fazendo um esboço simples, de acordo com minha referência (geralmente utilizo o site da Adobe Stock para buscar imagens).

Em seguida, umedeci a área do céu e da água e apliquei uma aguada de azul netuno com um pouco de cinza payné, iniciando pela parte superior do papel.

À medida em que vinha descendo, acrescentei mais azul à mistura – incluindo um pouco de azul ultramar claro.

Em seguida, repeti o processo na parte inferior para sugerir o reflexo do céu na água, trazendo a cor até próximo à linha do horizonte. Depois, misturei um pouco de vermelho e amarelo e apliquei na área do horizonte, trazendo a mistura próxima às áreas em azul, tomando o cuidado para não se misturarem excessivamente.

Apliquei um pouco mais de vermelho na área do céu e reforcei os tons escuros da parte superior e inferior do trabalho, retirando o excesso de pigmento na área próxima ao horizonte para evitar possíveis borrões.

Com um secador de cabelos, acelerei o processo de secagem e escureci ainda mais a área do céu e da água, diluindo mais o pigmento à medida em que me aproximava do horizonte.

Em seguida, comecei a trabalhar com a linha do horizonte. Inicialmente, apliquei uma camada de azul netuno mais diluída com pinceladas irregulares. Depois, comecei a trabalhar com a vegetação do primeiro plano com uma camada de cinza payné.

Com um pincel redondo de cerdas bem ruins que veio com o estojo da Pébéo, fiz as folhagens mais aparentes da vegetação, carregando ele com pouca tinta, batendo e arrastando suavemente pelo papel. Finalizei os detalhes com um pincel redondo fino e, em seguida, reforcei a área do primeiro plano com mais cinza payné misturado com azul netuno.

Com o trabalho seco, voltei novamente à área do horizonte, reforçando os detalhes com cinza payné (tomando o cuidado de não cobrir totalmente a área de azul). Depois de seco, fiz alguns detalhes mais ao fundo com azul bem diluído.

A pintura poderia ser finalizada nesta etapa, mas eu sempre incluo alguns elementos que dão mais identidade ao meu trabalho. Nestas sobreposições eu utilizo uma tinta com maior poder de cobertura, como a acrílica ou o guache – que utilizei, neste caso.

Então, fiz alguns círculos com lápis, contornando alguns de preto e outros com uma mistura de amarelo e amarelo ocre e finalizei com branco e caneta Posca em seguida.

Há várias formas de se fazer trabalhos como este. Lembrando que se você inclinar o papel na hora de fazer os degradés – e, talvez, utilizar um pincel chato em vez de um redondo – as chances de se criarem marcas diminuem.

Eu, particularmente, não me importo muito com isso, pois minha intenção ao pintar nunca é copiar fielmente a imagem o que vejo.

Mas e aí, o que acharam do resultado? Deixe aí nos comentários e, caso vocês gostem da ideia, trarei mais tutoriais como este, ok?

Eu vou ficando por aqui! Um grande abraço a todos, tudo de melhor sempre e até a próxima!

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