A força dos tons

A força dos tons

Acrílica sobre papel de José Mianutti

Tom é uma medida de claro e escuro. Enquanto os outros dois componentes da cor – matiz e intensidade – referem-se à natureza da luz refletida pelo objeto, o tom define quanto dessa luz realmente chega aos nossos olhos. Para se obterem bons desenhos e pinturas é essencial saber como essa quantidade de luz varia de um objeto colorido para outro.

Numa fotografia em preto e branco não há cores – apenas tons, que vão do branco, passando por diferentes intensidades de cinza, até o preto. Apesar disso, tudo aparece  com clareza, pois os tons retratam com precisão a quantidade de luz refletida por cada objeto na fotografia.

Agora imagine como seria pintar usando um conjunto de cores que tivessem todas o mesmo tom. Por mais reais que essas cores fossem, a cena perderia toda a luminosidade, a ponto de tornar-se irreconhecível – como se fosse uma colcha de retalhos coloridos.

É nisso que reside a importância do tom para distinguirmos os objetos e para definirmos de que modo eles se relacionam uns aos outros.

Acrílica sobre papel de José Mianutti

Na realidade, embora cada cor tenha sua tonalidade própria, esta pode ficar mais clara ou mais escura, dependendo da quantidade de luz que incida sobre ela, assim um prédio de tijolos observado sob a luz intensa do sol pode parecer mais claro do que um de mármore branco na sombra.

Por tudo isso, é impossível a criação de “fórmulas” para os tons. O ideal seria que você fosse capaz de “desligar” a parte do cérebro que identifica as cores, de forma que “visualizasse mentalmente” os objetos, registrando apenas os tons, como um filme em preto e branco.

Embora haja um número quase infinito de tons entre o preto e o branco, a olho nu só é possível distinguir, sem grande esforço, de seis a nove. Na prática, você nem precisa de tantos, pois é possível produzir um desenho ou uma pintura perfeitamente nítidos usando apenas três tons, embora muitos artistas julguem que seis ou sete permitem maior flexibilidade.

Na próxima vez que examinar um objeto, aperte os olhos e olhe novamente: isso ajuda a “filtrar” diferenças de cor, permitindo-lhe enxergar variações de tons.

Acrílica sobre papel de José Mianutti

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